XI Semana Fluxo . UFRJ . Hall .Centro de Tecnologia

Capa

A cenografia foi baseada a partir de uma grande teia/trama de ideias. Ela foi construída de helanca preta (tecido com base de poliamida, material elástico), desfiada e depois tramada em 8 grandes telas que juntas formam a tenda que estruturaram a teia/trama. Ela ocupou todo o espaço estre os 4 pilotis centrais do hall do bloco A do Centro de Tecnologia, sem atrapalhar o uso comum do espaço. A altura na parte central chegou a mais de 7 metros.

Nas entradas da teia, foram instalados balões de acetato laranja, nos quais foram escritos avisos e mensagens dos eventos e palestras.
No centro da teia, um praticável com o formato da logo do evento, onde foram concentradas as principais palestras e atividades. A instalação serviu como centralizador de informações de todo o evento.
Hall CT1

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O CONTO DA ILHA DESCONHECIDA . Festival nacional de teatro de Duque de Caxias

CaxiasA apresentação aconteceu no dia 25 de Setembro de 2012 no 9º Festival Nacional de Teatro de Duque de Caxias, no Teatro Municipal Raul Cortez.

“O Conto da Ilha Desconhecida” – de José Saramago

Direção: Thaisa Areia
Orientação de direção: Lauro Góes e Marcellus Ferreira
Elenco: Andréia Evangelista, Diego Carvalho, Leonardo Bastos,  Mariana Zurc, Pedro Rothe, Thaisa Areia e Thales Laranja.
Iluminação: Vitor Hugo
Cenografia: Vinicius Lugon
Assistência de Cenografia: Nathália Borges e Samanta Toledo.
Figurino: Alessandra de Oliveira e Bárbara Boaventura Friaça
Produção: Thaisa Areia e Vitor Hugo
Trilha sonora original: Vinicius Castro
Direção de Movimento: Luisa Sabino

Prêmio de Melhor Cenário . 6º Festival Nacional de JUIZ DE FORA

certificado2Mais uma vez fui prestigiado com uma incrível surpresa, o cenário da peça “O Conto da Ilha Desconhecida” ganhou o segundo prêmio de  melhor cenário em espetáculo infantil pela apresentação no 6º Festival Nacional de Juiz de Fora. Não pudemos ficar para a premiação, mas o produtor e iluminador da peça Vitor Hugo, ficou para  representar a equipe, e levou também o prêmio de melhor iluminação em espetáculo infantil.
Logo abaixo, fotos da apresentação:

Fotos por: Rafaella Lima

Cenografia DEMO 1.0 . Show de estréia OSP . Orquestra Superpopular . MOFO . LAPA . Extrapopulares Superordinários

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A proposta partiu de uma ideia simples de construir um movimento de retirar das coisas do lugar, e ao mesmo tempo coloca-las no lugar certo. Com esse movimento Duchampiano, conseguimos um olhar, saudosista recente. Estes objetos, representam à primeira vista, um momento de relembrança da rotina das pessoas até chegarem ao encontro/show. Pequenos fragmentos que usam desses totens como força motriz. Esses objetos em suspensão trazem momentos anteriores e muito antes passados pelo público.

Eles se chamam “Extrapopulares Superordinários”, devido ao choque das palavras, superpopular e extraordinários.

Extrapopulares, por serem aquém das pessoas, estão no pensamento coletivo, na memória afetiva e são figuras estereotípicas de estágios, fases e detalhes da rotina/vida. Um travesseiro nos remete a sono, cama, dormir, sexo, aconchego, infância. Já uma cadeira de praia, calor, sol, amigos, cerveja.

A derivação da palavra mais o objeto nos transpassam as mil possibilidades.

Superordinários por serem objetos normais e banais, mas que tem seu poder por estarem em local ao reverso. Estão separados e “endeusados” no cenário, como fotos em um álbum, ou pequenas relíquias da humanidade. Colecionismo, encantamento, encantar, colocar em um canto, dar encanto, dar um poder ao objeto por estar encantado.

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Uma primeira proposta seria cobrir os objetos com palavras a que eles remetem. Eles viriam com peso simbólico e resultado. Mas descaracteriza-los com tinta branca é uma maneira de universaliza-los, e ampliar a chegada do efeito em um publico mais variado. A simples menção ou visão de um objeto específico nos traz a mente, momentos marcantes ou pequenos lapsos de memória recente da rotina.

Os “Extrapopulares” do dia a dia são o ovo colorido do botequim, um banco de praça no topo de um morro, ver uma coisa que sempre esteve lá, mas descobri-la ou redescobri-la no espaço, um detalhe.

Fazer com que os integrantes tragam objetos próprios para o grupo dos superordinários, funcionaria como agente de memória coletiva, um brinquedo de infância ou algo específico como uma roupa ou um lustre, contribuiriam com essa massa ativa de fragmentos.

Encontrar em cada objeto, um momento do cotidiano sagrado, extrair deles, momentos de amor e beleza no cotidiano seria algo que gostaria de chegar com a cenografia para a Orquestra Superpopular.

 

PRÊMIO ARLEQUIM . Cenografia. Festival de Teatro . Cidade do Rio de Janeiro

arlquinNeste último final de semana, fui prestigiado com o prêmio Arlequim pelo cenário de “O Conto da Ilha Desconhecida”. A Peça participou do Festival de Tetro – Cidade do Rio de Janeiro, na mostra infantil.

A peça também recebeu o prêmio de melhor Figurino, para Alessandra de Oliveira e Bárbara Friaça. E teve indicação nas categorias: Melhor espetáculo, melhor direção, melhor produção, melhor iluminação, melhor atriz coadjuvante (Mariana Zurc) e melhor ator (Leonardo Bastos).

DEUS [Ex-Sietemiun] . Ticiano Diógenes

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A peça “Deus – [Ex-Sietemiun] foi dirigida por Ticiano Diógenes, e baseada na peça “God – A Play” (Deus – Uma Peça) de Woody Allen, uma peça de 3 ou mais camadas. A montagem aconteceu na sala Vianinha, no campus da UFRJ na praia vermelha.

Decupagem do texto:

1º Camada – A peça, em si, escrita por Woody Allen sobre uma peça, dentro de uma peça, dentro de uma peça, dentro de uma outra peça.

2º Camada– Em uma sala de ensaio (no caso da nossa montagem,em uma faculdade), atores estão ensaiando uma peça grega.

3º Camada– Em Atenas, 500 antes de Cristo, um ator e um escritor discutem um final para a sua peça que participará do Festival de Drama.

4º Camada– Montagem de “Édipo Rei” dentro do Festival de Drama Ateniense.

5º Camada – O nada, o big bang, o limbo.

A princípio, o cenário seria como uma grande ocupação de todo esse espaço da sala Vianinha, um espaço totalmente neutro e branco, como no interior de uma cabeça ou dentro do Big-Bang, um local com potencial do tudo e nada, muito para ser tudo e pouco para ser nada.

Mas com o processo dos ensaios e o entendimento da dinâmica dos corpos no espaço e a grande indicação que o espaço real teria um peso grande na direção, segui um modelo de cenário em site specific, como uma obra para aquele lugar e somente para ele. Apresentar as paredes e as janelas e desnudar a sala, seria muito mais relevante. O branco das próprias paredes seria esse agente de neutralidade.

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O Cenário:

Portas Giratórias/Periactos – A ideai sempre foi construir  uma maquinarias de passagem que deformassem o espaço físico da sala Vianinha, elas trabalhariam de forma giratória, usando três premissas básicas de deformação que encontramos na natureza: reflexo, sombra e translucidez.

Essas peças que representam uma masculinidade, pelo formato geométrico e matemático, mas que são para um fim altamente feminino, com o movimento circular e orgânico . Os periactos verticais sublinham essas passagens de camadas da peça. Ao atravessar por eles, você transpassa essas barreiras, seu ar crú e mal acabado, nos passa a tensão do “em processo”, o inacabado, o ensaio. Como uma maquinaria sem utilidade. Que pode ser  teto, cobertura e parede. A ascensão das “portas” do nível humano para o nível aéreo, nos remete a passagem dos níveis etéreo e terreno. A vinda de divindades. O girar dessas peças também traz a carga ritualística do teatro grego.

Deus-Ex-concha– O “Deus ex-máquina” dessa montagem é uma mix de formas femininas simples e simbólicas: uma concha, um ninho, berço, casulo, órgão, ovo, asa, biga. A proteção e a forma arredondada feminina que faz parir ao longo da peça um Deus homem, com um movimento de berço, como que embalando e suportando essa energia masculina, que interferirá no final da tragédia. Essa concha, vagina, que é a noiva desse casamento que espera no começo do tapete da igreja para casar com suas outras formas masculinas (os periactos). Ela também é uma forma extremamente contrária a eles. Sua construção com materiais reutilizados, retalhos e com forma não simétrica, entra em choque com a outra extremidade do cenário.

 Piso/Passadeira –  Como o tapete/passarela, esse deformador, com linhas paralelas e curvas, levam de uma forma masculina para uma forma feminina ao distorcer essas linhas.

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FICHA TÉCNICA

“Deus [ex-sietemiun]” baseado na obra “God” (a play) – de Woody Allen

Direção: Ticiano Diógenes.
Orientação: Adriana Schneider.
Adaptação/tradução: Ticiano Diógenes e Elenco
Elenco: Chico Rondon, Danielle Ribeiro, Lucas Bueno, Luciana de Oliveira, Pedro Conrado, Pedro Poema, Pedro Poncioni, Rosa Antunes, Thiago Carvalho.
Iluminação: Eduardo Diaz, Maria Paula de Oliveira, Renan Guedes.
Direção de arte: Vinícius Lugon.
Orientação de Cenografia: Andrea Renck.
Assistente de Cenografia: Akemi Hirose, Felipe Tomaz, Flávia Cristino, Nathália Borges, Juliana Ribeiro, Laura Storino, Samanta Toledo, Samuel Ramos e Yuri Azevedo.
Modelagem: Laura Bezerra.
Visagismo: Rosa Antunes.
Produção: Renan Guedes .
Pesquisa Sonora: Tarso Gusmão e Phillipe Maia.
Datas: 15, 16 e 17 de Novembro de 2011, às 20 horas.
Local: Na Sala Oduvaldo Vianna Filho, Escola de Comunicação, Campus UFRJ – Praia Vermelha. Av. Pasteur 250, Urca.

VÍDEO CLIPE . MEU CASO BOM . Gika Vereza

Direção: Natália Dias

Produção:Gika Vereza Natália Dias

Direção de Fotografia: Rafael Eiras

Edição: Raphael Delorme

Arte: Fernanda Maga, Gika Vereza, Juliana Moraes, Vinícius Lugon.